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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Deputados manifestam apoio à luta dos produtores rurais

Um dos encaminhamentos propostos nesta quarta-feira, durante audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial, é uma marcha de produtores rurais a Brasília, com o objetivo de pressionar o governo visando soluções para o endividamento no campo. A audiência foi convocada para discutir a necessidade de securitização rural (plano de alongamento da dívida) em razão do endividamento do setor.

Outros encaminhamentos apresentados foram a solicitação de audiências com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, com o governador Fernando Pimentel e o vice-governador Antônio Andrade, também produtor rural e ex-ministro da Agricultura, e com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Cruz Reis Filho. Além da crise hídrica e outras variações climáticas, os participantes apontaram também a crise econômica por que passa o País e a falta de políticas públicas eficientes como motivos para o crescente endividamento rural.

Os produtores rurais reivindicam a renegociação dos débitos atuais em termos compatíveis com a realidade. Para isso, a Federação de Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg) pede a revisão dos saldos devedores do crédito rural e o alongamento dos prazos de pagamento e juros subvencionados. Segundo a entidade, com a seca, as perdas da produção de café chegaram a 30%. A estiagem também teve efeitos maléficos nas pastagens e na produção de leite em algumas regiões, alcançando uma média de 40%. O cenário desfavorável levou ao aumento dos custos de produção, o que se agravou com as medidas fiscais adotadas pelo Governo Federal, elevando os juros e impactando o crédito. Eles se queixam também do aumento dos impostos, da redução de subsídios e da logística incipiente e inadequada.

Perdas - A Faemg aponta dados do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, segundo os quais a estimativa é que sejam produzidas 11,39 milhões de toneladas na safra 2014/2015. “O montante é 2,68% menor do que a safra anterior, que também sofreu com a seca”, diz a entidade ruralista. A situação é difícil em todas as regiões. Para exemplificar, a Faemg alerta que a expectativa para este ano é que as perdas cheguem a R$ 72 milhões nas lavouras de milho e café em Piumhi (região Centro-Oeste do Estado). Curvelo (região Central) perdeu toda a safra de sorgo forrageiro, enquanto em Martinho Campos (Central) houve quebra de 70% na produção de cana e grãos, bem como nas pastagens; em Januária (Norte), 70% das pastagens se perderam.
Inicialmente prevista para ser realizada no auditório da ALMG, a reunião teve que ser transferida para o Plenário, dado o grande número de participantes. A Reunião Ordinária de Plenário foi então suspensa, atendendo à solicitação da comissão para que o espaço fosse cedido. Com camisetas, faixas e cartazes pedindo a renegociação da dívida e a securitização, os produtores rurais se manifestaram contra a difícil situação no campo.

Deputado manifesta apoio à luta dos produtores

O requerimento para realização da audiência é de autoria do presidente e do vice-presidente da comissão, respectivamente deputados Fabiano Tolentino (PPS) e Emidinho Madeira (PTdoB), e dos deputados Inácio Franco (PV), Nozinho (PDT) e Rogério Correia (PT).

Na abertura dos trabalhos, o deputado Nozinho salientou que também é produtor rural e conhece as dificuldades do setor, em razão da seca e da crise econômica nacional e internacional. Nozinho afirmou que o setor agrícola é dos que mais contribuem para o desenvolvimento do Estado e do País é deve ser valorizado.

Fonte: ALMG


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